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Quando a dor se tornou caminho e a cura virou propósito

Publicada em: 17/12/2025 17:36 -

 

Eu cresci entre bancos de igreja, Bíblia aberta e orações que embalaram a minha infância.

Sou filha e neta de pastor e, mais tarde, me tornei esposa de um.

Pastoreávamos juntos, e ali eu me sentia realizada: três filhos, uma família construída no amor e um ministério que fazia sentido para mim.

Mas, por trás dessa vida que parecia inteira, meu corpo gritava.

Fibromialgia, artrite reumatoide, tireoide desregulada, desbiose intestinal…

Eu seguia servindo, cuidando, ajudando, enquanto por dentro tentava sobreviver à dor.

Mesmo assim, acreditava que estava completa, até que a vida me quebrou de um jeito que eu nunca imaginei: meu esposo faleceu.

E, aos 42 anos, eu me vi viúva, doente, perdida e sem saber por onde começar.

A mulher que auxiliava no pastoreio, a dona de casa dedicada, a esposa parceira… não sabia mais quem era sem ele.

Foi como se a minha vida tivesse sido resetada.

De repente, tudo o que eu fazia, tudo o que eu sonhava, tudo o que eu entendia sobre mim… desapareceu.

Percebi que tinha passado anos vivendo os sonhos dele, os propósitos dele, a visão dele.

E quando ele partiu, ficou um buraco não só no peito, mas também na identidade.

Eu me vi sem rumo, mas precisava continuar pelos meus três filhos.

Então comecei terapias.

Comecei porque não tinha escolha… e continuei porque descobri que, pela primeira vez, eu estava olhando para dentro.

Descobri dores antigas, crenças que me limitavam, feridas que nunca tinham sido tratadas.

Descobri que eu falava de cura para outros, mas nunca tinha me perguntado:

Quem sou eu? O que eu quero? Para onde eu vou?

E, aos poucos, com muita paciência, fui me reconstruindo.

Curei o corpo, curei o emocional, curei a alma.

Parei os remédios, reencontrei a minha força, recuperei minha voz.

Voltei a me enxergar não como a esposa de alguém, mas como uma mulher inteira, com sonhos próprios, caminhos próprios e identidade própria.

A minha última formação, a terapia do inconsciente, me trouxe a paz que eu sempre busquei.

Hoje eu entendo tudo o que vivi: o luto, a dor, a doença, o vazio… nada foi desperdício.

Foi caminho, foi preparo, foi recomeço.

Hoje eu existo não mais pela vida de alguém, mas pela minha própria vida.

Hoje eu sei quem sou.

Sei do que sou capaz.

Sei qual é o meu propósito: ajudar pessoas que, assim como eu, se perderam de si mesmas.

Gente que vive para os outros, mas esqueceu de viver para si.

Gente sem identidade, sem sonho, sem perspectiva, doente no corpo e cansada na alma.

Hoje eu compreendo: a dor que quase me matou me entregou um ministério novo.

Um propósito nascido da minha história, para alcançar quem pensa em desistir.

Se existe algo que eu posso deixar para você é isso:

Da dor pode nascer destino,

do luto pode nascer propósito,

e de uma vida que desmorona, Deus sempre pode levantar uma vida nova.

Eu sou prova disso.

E você pode ser também.

 

Loide Ventura

Terapeuta do inconsciente & analista corporal.

Viúva e mãe de três, transformei luto, doenças e processos profundos em propósito.

Cristã comprometida em servir a nação, guiando pessoas da dor à luz.

Acolhedora, comunicativa e um ouvido atento, uso minha própria jornada de cura para ajudar outros a reencontrarem caminho, força e sentido

 

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